O processador de áudio melhora a qualidade sonora, equilibrando e equalizando os sinais, aumentando o prazer em ouvir a todos os gêneros musicais que tocam no som do seu carro.
1) O QUE SÃO PROCESSADORES DE ÁUDIO?
Processadores de áudio são aparelhos eletrônicos que alteram os sinais de áudio.
2) PARA QUE SERVEM?
Processadores de áudio servem para corrigir imperfeições existentes no sistema de áudio, equilibrando respostas de frequência e corrigindo problemas de ambiência.
Hoje em dia os aparelhos de som automotivo (vamos chamá-los de Unidades Principais ou HU para facilitar) são muito limitados devido à constante procura por melhores preços e que também tem as suas respostas ainda mais prejudicadas pelo tipo de gravação feita em mídias digitais, tais como pendrives, celulares e cartões de memória em formatos que comprimem as músicas (MP3, WMA, AAC e assim por diante).
Portanto, para aqueles que procuram por uma resposta de áudio com qualidade, não basta simplesmente trocar os alto-falantes, adicionar um amplificador e juntamente instalar subwoofers, pois os sinais de áudio que esses aparelhos estão recebendo são ruins, deficitários, não possuem qualidade. Muitos devem estar pensando: – Se é assim, basta trocar o HU! Muito bem, esta poderia ser uma solução, mas é difícil encontrar HU com recursos suficientes para obter um resultado satisfatório e em casos de aparelhos originais, a troca de aparelhos é impossível, pois diversos recursos do automóvel são integrados no HU.
Sendo assim, os processadores de áudio possibilitam obter um resultado de altíssima qualidade, mesmo com os HUs mais simples ou mesmo HUs originais.
3) COMO FUNCIONAM?
Os processadores são instalados entre o HU e os amplificadores. O HU envia os sinais de áudio que entram no processador e ai são trabalhados, retirando defeitos, ajustando frequências e acertando o alinhamento de tempo. Realizado este processo, os sinais vão para os amplificadores e terminam nos alto-falantes.
Muito bem, falamos que o processador faz tudo isso, mas não explicamos como ele faz e é muito importante ter essa informação, pois existem muito processadores no mercado e nem todos possuem os recursos que vamos enumerar e explicar logo abaixo.
a) De-equalização:
Muitos aparelhos já possuem uma equalização pré programada para funcionar bem com o sistema original do veículo, mas nessa situação em que estamos fazendo um up-grade no sistema de som, essa pré equalização só atrapalha. Vou dar um exemplo que vocês poderão escutar em sistemas originais. Quando estamos ouvindo o sistema com um baixo nível de volume, podemos ouvir graves e agudos mais pronunciados. Ao elevarmos o nível do volume, notamos que as respostas graves e agudas começam a ser atenuadas, isso porque as montadoras visam a durabilidade dos alto-falantes e não a sua performance.
Para evitar que isso aconteça, o processador deve possuir o recurso de DE-EQ, ou seja, quando as frequências começam a ser atenuadas, ou possuem alguma deficiência em suas respostas, o processador compensa digitalmente a equalização, mantendo assim as respostas sempre planas e a partir desta resposta o processamento de áudio é iniciado.
b) Tipos de entrada:
Existem diversos tipos de entradas que se adéquam aos tipos de saídas dos HUs, por isso é importante saber que tipo de saída possui o seu HU e se você tem intenção de um dia trocar de HU, é bom saber se o processador escolhido possui o tipo de entrada adequado.
Os principais tipos de saída são:
– Saídas altas
São as saídas do HU que são ligadas diretamente aos alto-falantes, portanto o sinal de áudio passa pelo pequeno amplificador interno existente dentro do HU e por isso sua qualidade é bastante reduzida, talvez muitos não saibam, mas geralmente os aparelhos automotivos não possuem uma potência superior à 16Watts RMS por saída. A grande maioria dos aparelhos que saem originais de fábrica utiliza este tipo de saída.
-Saídas baixas
Também conhecidas como saídas RCA (devido ao tipo de conector utilizado) ou ainda “pré-out”, as saídas baixas existem geralmente em HUs não originais de fábrica, aparelhos conhecidos como “after market”. São saídas sem amplificação e se conectam com um amplificador externo para fazer os alto-falantes funcionarem. A quantidade e a qualidade destas saídas variam conforme o HU, no mínimo o aparelho deverá ter um par (esquerdo e direito), chegando a ter até três pares (frontais direito e esquerdo, traseiros direito e esquerdo e subwoofer). Uma saída baixa de boa qualidade terá uma voltagem de saída igual ou superior a quatro volts. Há processadores que enviam até oito volts para entrada do amplificador.
-Saídas digitais
Existem dois tipos de saídas digitais mais utilizadas no mercado, óptica e coaxial digital. Nos dois casos por serem saídas digitais estão livres de perda, interferências e ruídos. Essas saídas anteriormente eram encontradas somente em HUs mais sofisticados, considerados “Hi-End”, mas hoje alguns automóveis mais sofisticados já vem de fábrica com HUs com este tipo de saída, por exemplo, BMW, Land Rover, Audi e etc.
c) Corte de frequência:
O processador deverá fazer o corte de frequência, recurso que determina a faixa de resposta do alto-falante, desta forma o alto-falante trabalhará com maior eficiência e fidelidade em suas respostas, pois estará trabalhando justamente na faixa de resposta para qual foi concebido.
d) Equalizador:
Através do equalizador, conseguiremos ajustar as respostas de frequência para obter uma resposta mais linear e equilibrada, ou seja, o usuário sente que as respostas agudas estão um pouco saturadas, então podemos atenuar essa faixa de frequência para ficar mais agradável. Por outro lado, se o usuário prefere os subgraves mais profundos e médio-graves com mais presença e o sistema não está respondendo de forma adequada, basta acentuarmos estas frequências no equalizador.
e) Alinhamento de tempo:
O alinhamento de tempo é um dos recursos mais importantes em um processador de áudio, pois a cabine de um automóvel é um dos locais mais difíceis de ser trabalhado para se obter um bom resultado de áudio.
Este recurso trabalha da seguinte forma, ele atrasa o tempo de chegado do som de acordo com a distância em relação ao ouvinte.
Com este recurso o som de todos os alto-falantes chegam simultaneamente, simulada a posição de audição que teríamos numa sala residencial e assim conseguimos obter ambiência perfeita, ou seja, se a gravação foi feita em estúdio, num show ou mesmo num pequeno palco de um bar, conseguiremos notar a diferença entre os ambientes.
f) Controle Remoto:
Com o controle remoto conseguimos acessar alguns ajustes que seriam disponíveis somente com o computador conectado. Recursos como controle de intensidade do subwoofer, acesso as memórias de programação, distribuição de áudio e funciona também como dispositivo para ligar e desligar o sistema de som.
Hoje em dia, diversos automóveis já vêm equipados com sistemas de som e na maioria das vezes estes sistemas não atendem as necessidades de um publico mais exigente e que as vezes a limitação esta ligada aos aparelhos de som, não que sejam ruins, mas foram projetados para trabalharem apenas com o sistema que o acompanha.
Mesmo alguns aparelhos vendidos no mercado de pós venda tem suas limitações, e a única forma de obtermos um bom resultado de áudio é a instalação de um processador de áudio.
Interface de ajuste de um processador de áudio
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