Para montar um sistema de som automotivo do nosso gosto é essencial prestar atenção nos detalhes.
A corneta de som automotivo é um desses detalhes que são fundamentais, principalmente em projetos de alto desempenho.
Entenda primeiro alguns tópicos antes de saber qual corneta é melhor:
O que é uma corneta (som automotivo)?
A corneta não reproduz som, quem reproduz é o driver. A corneta é um objeto (geralmente cônico no mercado brasileiro), que melhora o desempenho sonoro do driver.
Para que serve a corneta de som automotivo?
Serve para melhorar a eficiência do driver na reprodução do som.
Como a corneta melhora o rendimento do Driver?
Basicamente falando, o aumento gradual da corneta, transforma o som inicial da garganta do driver em um som mais “amigável” para se propagar, além de melhorar a sua qualidade.
Por exemplo. Se utilizarmos como exemplo um driver D250 X selenium. Podemos perceber como funciona a reprodução do som nele:
– O Diafragma de movimenta reproduzindo o som, que por exemplo possui uma frequência de 800hz;
– Se o diafragma produzir está frequência em uma potência elevada (na verdade é recebendo mais energia), o mesmo tem a tendência de se mover mais descontroladamente, de acordo que aumento a potência jogada nele (leva-se em conta também a dificuldade de um diafragma pequeno reproduzir 800hz que é um frequência relativamente baixa para ser reproduzida por ele, ou seja, quanto maior o diafragma também maior capacidade tem de se reproduzir frequências mais graves);
– Para resolver este problema, a saída de som do driver tem que ser menor que o tamanho do diafragma, pois “dificultando” a saída de ar, o diafragma trabalha com mais “pressão” de ar e em potências elevadas, consegue se mover mais controladamente. Por isso o diafragma da D250 é maior que a boca de 1 polegada de saída, e drivers com boca de 2 polegadas logicamente possuem um diafragma maior que o driver de 1 polegadas de boca.
Parece um milagre aumentar a pressão dentro do driver e ganhar rendimento, porém não é assim. Quando esta pressão sai da garganta e “choca-se” com o ar do ambiente, perde-se muito o rendimento que foi ganho.
Para que isso não aconteça é necessário que haja controle na quantidade de ar do ambiente, para que esta pressão seja “diluída” aos poucos e assim tenho um ganho de rendimento do driver.
A corneta serve justamente para isso. Ela leva de maneira mais eficiente a pressão sonora que sai da garganta do driver até o ambiente. Ou seja, conduz e controla a dispersão, além de diminuir a distorção sonora.
O jeito que está pressão será levada determina algumas características do som reproduzido, por isso é importante saber escolher a corneta do seu sistema de som automotivo.
Na prática, para escolher melhor sua corneta, você tem que saber qual é o som que você precisa em seu sistema, e para termos essas informações em números, temos um grandeza da física, a frequência (hz)
Quanto maior a frequência em HZ, mais agudo é o som, e quanto mais baixo, mais grave é o som representado.
Outra característica das ondas sonoras, é que quando mais aguda é a frequência, mais direcional é o som, e quanto mais grave, menos direcional é o som.
Os Drivers fenólicos geralmente têm um resposta de frequência de 500hz até 5000hz, mas em sua utilização, a “regulagem” recomendada fica em torno de 1500hz à 5000hz.
Os Driver Titânio geralmente têm resposta de frequência de 1000hz até 20000hz, mas em sua utilização, a regulagem recomendada fica em torno de 1500hz à 16000hz.
Qual corneta é melhor usar? | Quadrada ou redonda | Curta Longa | Som Automotivo
Existem três variáveis que afetam o funcionamento de uma corneta: a garganta, a expansão e a boca.
Guerra: + Médio Alto ou + Agudo
Vamos considerar os modelos disponíveis no mercado:
- Garganta
A escolha do tamanho da garganta geralmente está mais associado à escolha do driver.
– 1 Polegada: Indica que o driver possui um diafragma menor em comparação ao de 2 polegadas – o que não quer dizer que é mais fraco em potência – reproduzindo com maior facilidade sons mais agudos.
– 2 Polegadas: Indica que o driver possui um diafragma maior que em comparação ao de 1 polegada, reproduzindo com maior facilidade sons médios altos.
- Expansão
A expansão é o caminho que será feito da garganta até a boca. Onde temos o formato da corneta, e também o comprimento da corneta.
Formato:
No mercado existem vários formatos, alguns especialmente projetados e outros nem tanto. Qualquer alteração influência no resultado final.
Por causa desses pontos fica muito complicado analisar todos os tipos – e tornaria este post extremamente chato -, porém podemos pelo menos ter uma base na escolha.
Se considerarmos o mesmo tamanho da garganta e mesmo tamanho da boca, podemos ver que na maioria da vezes:
Quanto mais reta é a linha entre estes pontos, mais agudo tenho como resultado (cone reto);
Quanto mais “curva” (exponencial, hiperbólica e etc), mais médio alto tenho como resultado.
Comprimento:
Quanto mais curta a corneta, mais agudo tenho como resultado;
Quanto mais longa a corneta, mais médio alto tenho como resultado.
- Boca:
Formato:
Um ponto importantíssimo é a maneira que a corneta termina. Geralmente as bocas das cornetas no mercado, possuem uma borda elevada, esse design faz uma diferença boa na dispersão das ondas sonoras mais altas, diminuindo a distorção. Quanto mais “seca” (abrupta) for a terminação, maior é a distorção nas frequências altas.
Tamanho da boca:
Se compararmos dois cones praticamente iguais, onde se altera o tamanho da boca, estamos alterando também o a diferença entre a garganta e boca, e a corneta fica mais “aberta”, ou seja, quanto maior o tamanho da boca, maior é a capacidade de reprodução das frequências altas


