Este post contém informações do facebook da AudioPhonic.
VOCÊ SABE QUAL COMPONENTE QUE MAIS Influência NA QUALIDADE DO ÁUDIO?
Se você pensou no cone do alto-falante, acertou! Mas por que o cone?
É o cone que tem a responsabilidade de transformar todo o sinal de áudio recebido em som, isso é muita responsabilidade. Antes de falar dos materiais comumente empregados, vamos primeiro entender quais são as principais características físicas que fazem um cone ser bom.
Buscamos o melhor equilíbrio entre leveza, rigidez e controle.
A leveza confere dinâmica (micro, média e macro), a rigidez confere detalhamento musical, brilho e precisão tonal e o controle (damping) articulação e aquele som firme, preciso e neutro (sem coloração sonora que é quando o áudio soa temperado demais, sem fidelidade e enjoativo).
O material mais comum é polipropileno e vem normalmente descrito sob a sigla IMPP ou apenas PP.
É um cone padrão que confere resultado bom (mas não muito bom). Não confundir cone de polipropileno com cone de plástico (PET) encontrados em alto-falantes muito baratos.
O de plástico PET é tão ruim que nem deveria ser usado para este fim e não merece maiores esclarecimentos.
Se você já ouviu uma música onde parecia que a banda estava se afogando, embaixo d´agua, certamente o cone era PET.
Algumas marcas high-end usam cones de PP em forma de composite, estes são muito bons mas devido a tecnologia, custam caríssimo para chegar ao mesmo resultado que se obtêm com o bom e velho papel/celulose.
Ou seja, são raridade até no meio high-end por ser uma forma alternativa mais cara (e inovadora) de chegar ao mesmo resultado padrão do cone de celulose.

Outro tipo de material usado em alto-falantes mid-end (abaixo do high-end que é o mais sofisticado e evoluído e acima do low-end que é o popular/comum) é fibra de vidro.
Possui leveza, rigidez e controle maior que o de PP com custo um pouco mais alto.

Há vários outros tipos de materiais como fibra de aramida (Kevlar), fibra de carbono, alumínio, materiais mesclados, etc.
O cone de celulose (papel) é o mais empregado na indústria de áudio high-end, mas deixamos claro que de low-tech não tem nada. Até hoje é o material que melhor equilibra as características físicas fundamentais de forma praticamente unânime entre especialistas.
Hoje, por ser um ótimo material, o cone de celulose pode ser encontrado com diversas características.
Os mais comuns para:
- Para Woofers de alta potência no Brasil: geralmente são de “celulose prensada” e oferecem como principais vantagens, ótima relação peso-resistência.

- Para Subwoofers de alta potência: celulose prensada à vácuo, oferecem ótima resistência e controle do cone principalmente nas frequências mais baixas. Apresentam uma textura enrugada na parte de trás do cone.

- Para fins audiófilos: custam tanto quanto ou muito mais caro que cones de carbono e Kevlar, pois possuem em sua composição e fabricação, mais tecnologia para chagar à uma determinada expectativa, muitas vezes “misturando” outras matérias em sua composição.
Já o Kevlar é um material para alta fidelidade, mas segundo avaliações de experts no mundo todo, obteve o rendimento esperado apenas quando empregado em forma de composite, ou seja, em estrutura W e não em folha de Kevlar simples resinado, pois seu damping interno é baixo.
A sua principal vantagem fica por conta da rigidez e alta durabilidade, o que garante alto desempenho e vida útil ao alto falante, sendo um dos materiais preferidos do competidores de SPL.
O custo do composite é alto pois emprega espuma Rohacell e demanda de produção semi-artesanal.

Cone de fibra de carbono em testes práticos por audiófilos não costuma apresentar superioridade ao papel, porém este cone apresenta 2 principais vantagens: a durabilidade e design.
Considerando cones de diâmetro e massas iguais, temos alguns exemplos de índices de rigidez (N/cm2)
Polipropileno – 42
Alumínio – 77
Fibra de vidro – 250
Fibra de carbono – 313
Papel – 366
Papel + sílica – 396
W composite (Rohacell + Kevlar ou fibra de vidro especial) – 5296 a 6854