
Quebra canto em caixa para subwoofer, é necessário ou não?
O objetivo do quebra-canto é eliminar possíveis ondas estacionárias.
E para haver ondas estacionárias, o comprimento das frequências (ondas senoidais) a serem trabalhadas devem caber dentro da caixa, ou seja, a caixa precisa ter o tamanho suficiente para que isso ocorra.
As ondas internas não vão interagir com o meio externo.
Isso é feito em caixas grandes de som PA ou trio elétrico onde o woofer trabalha até 1200hz no mínimo.
No cálculo de cancelamento acústico interno consideramos até 600hz no máximo, o padrão é 300hz.
Então em som automotivo interno com subwoofer onde trabalhamos o limite de até 100hz no LPF, o comprimento da onda senoidal é de até 3,40 metros a 21ºC por exemplo.
E nenhuma caixa de subwoofer para som interno chega a ter 3,40 metros (nem metade disso).
Portanto, tecnicamente falando, não é necessário usar quebra-cantos pois não há ondas estacionárias já que nestas frequências de até 100hz, são bem maiores que a caixa.
Já em PA ou trio, é interessante ser feito sim.
Porque quando se trabalha a quebra de cantos geralmente se ganha db’s?
Depende, nem sempre.
Em PA pode ajudar sim, em som interno com subwoofer e caixas de volume padrão (20-80 litros vamos dizer) talvez o quebra canto ajude sem querer a travar melhor a caixa e isso elimina vibrações dela, fazendo o grave render mais.
Ou seja, não é onda estacionária, pois fisicamente isso é impossível, ganha-se mais dBs pois os quebra-cantos também reforçam um pouco mais a caixa.
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